Valesca Mendonça Da Redação
Objetivo do novo formato do festival é evangelizar almejando a inclusão social de jovens e adultos.
O Eventos Canto Novo – Festival de Teatro e Música Sacra completou 18 anos de existência e a partir deste ano, faz parte do calendário de atividades oficiais do município.
Dentro da proposta deste festival surgiu, entre outras atividades, o Ato Novo - Festival Sacro de Teatro - que em 2010 completa 14 anos de existência. Segundo Cristina Minotti, coordenadora do evento, o Ato Novo consiste em apresentações teatrais baseadas nos textos-bases da Campanha da Fraternidade do ano corrente, realizadas por grupos de jovens ou adultos das comunidades católicas e apresentadas posteriormente no Teatro Municipal, com premiações.
Cristina afirmou que o festival nasceu com o objetivo de promover a inclusão da população de bairros afastados e que não têm condições de ter acesso a atividades culturais. Trata-se de desenvolver, através do teatro, temas que realizem a integração entre religião e cultura auxiliando na formação do cidadão.
Segundo ela, esse trabalho já gerou resultados positivos porque abriu o espaço antes elitizado do Teatro Municipal para atividades de grupos amadores e atraiu o público dos bairros afastados que não tinha o hábito de freqüentar esse espaço. Outro fator que provoca um maior interesse da população é o crescimento do mercado fonográfico, teatral e de dança no setor religioso. “No início tudo foi artesanal, mas com o passar do tempo os grupos foram se especializando e o amadorismo foi sendo deixado de lado. Hoje a estrutura e a qualidade dos atores e atrizes é grande, tanto que muitos seguem a carreira como por exemplo Jorge Okada, Marcio Manzini e Lúcia Krepski que foram revelaçoes do teatro. Na dança destacamos Raul Procipio dentre outros tantos especialistas, instrumentistas e iluminadores que hoje se dedicam a arte e atuam no meio”, diz.
Para ela, esse projeto só pode gerar frutos porque teve pessoas como Ivo Dall Acqua Junior, ex-presidente da Fundart, como o pároco da Igreja de Santa Cruz, padre Afonso, e uma série de parceiros que ajudaram a idealizar o projeto e que hoje ainda o sustentam.
Cristina disse que a inserção dos eventos no calendário oficial do município é a consagração do trabalho realizado ao longo desses anos e apresentou Lúcia Krepski como a Coordenadora do Ato Novo. Mudanças no Ato Novo O tema do Ato Novo deste ano é “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” análogo ao tema da Campanha da Fraternidade 2010 que é “Economia e vida”. Os textos das peças deverão ser entregues até o dia 13 de fevereiro, sábado, às 10 horas, na Av. Osório, 172, em envelope lacrado, aos cuidados do Ato Novo.
O Ato Novo deste ano vem com um modelo diferenciado, mais voltado para as próprias comunidades dando a oportunidade para que elas vejam o trabalho desenvolvido pelos grupos.
“Cada grupo deverá organizar dentro de sua paróquia um mínimo de 3 apresentações entre os dias 17 de fevereiro e 11 de abril. As apresentações deverão ter de 20 a 40 minutos no máximo. Cada grupo deverá trabalhar para superar os limites de locais muitas vezes inapropriados com falta de iluminação, acústica e visibillidade. Isto é tem que saber superar as adversidades”, diz Lúcia.
O resultado deverá ser divulgado no dia 24 de abril no site www.cantonovo.com.br e nos jornais de circulação da cidade. A apresentação acontecerá no Teatro Municipal no dia 25 de julho. A finalíssima e a premiação envolverá somente os grupos selecionados. Outras informações e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.cantonovo.com.br.
Este ano deverão participar somente grupos de Araraquara. Abertura do Festival Ato Novo No dia 21 de fevereiro será realizado no Teatro Municipal de Araraquara a abertura oficial com apresentação da peça "Eu Comigo Mesmo" com o ator e cantor Marcos Antônio Delapina, para convidados e grupos participantes.
Marco Antonio Delapina contou algumas experiências ao longo desses 14 anos de Ato Novo e 18 de Canto Novo e emocionou-se ao contar histórias de pessoas que passaram pelo projeto. Delapina lembrou da peça “Eu comigo Mesmo” de autoria de Valdemir Candido, já falecido, que conta um pouco da experiência do autor com as drogas, no intuito de alertar aos jovens dos seus perigos. A peça já foi apresentada em várias escolas, empresas, praças, igrejas da cidade e também da região.
Ele disse que é importante colaborar e que através do teatro o jovem fica mais receptivo a mensagem a ser passada. No final da apresentação há um grupo formado por um psicólogo, um policial militar e um consultor técnico que dão orientações e esclarecem as dúvidas dos jovens.
Cristina disse também que este ano a peça deverá ter uma parceria com as secretarias de Cultura e Educação para ser apresentada nas escolas municipais da cidade. |